Adeus ano velho, feliz ano novo,
Que tudo se realize, no ano que vai nascer.
Muito dinheiro no bolso,
Saúde prá dar e vender.
Desde 1947 esse evento está em mim. São 78 anos de despedidas e recomeços.
Adeus ao ventre materno; adeus à infância, adeus à juventude, adeus à meia-idade e, sem falta, como sem dúvida, daqui um pouco virá o adeus definitivo.
Adeus a Barril, hoje Frederico Westphalen; adeus à Vila Santa Catarina; adeus Colégios Champagnat, Rosário e Júlio de Castilhos; adeus Faculdade de Direito; adeus Machado & Filhos, adeus Porto Alegre; adeus INCRA em Rondônia; adeus Prefeitura de Porto Velho; adeus Tribunal Regional Eleitoral; adeus Casa Civil do Estado de Rondônia; adeus Tribunal de Contas de Rondônia.
Dentro de cada adeus ficaram fatos, feitos, ganhos e perdas.
No balanço da vida olhando os velhos anos, não cansa minha mente e surgem nítidas em meus olhos maravilhosas lembranças, a par de momentos de profunda tristeza.
Família sempre foi o meu abrigo e minha dedicação plena.
Trabalhar é verbo que pratico e me acompanha desde os 14; estou abraçado com ele há 64 anos e o abraço persiste sempre muito forte e apaixonante.
Amores recheiam o tempo. Pai, Mãe, avós, irmãos, irmãs, cunhadas, cunhados, sobrinhos e a sagrada magia da perpetuação da espécie na geração de 6 filhos, todos amados e cuidados como joias preciosas e que já me proporcionam netos.
Esta procriação foi fruto de duas parcerias. Uma começada ainda nos bancos da faculdade, Amarillys, de onde brotaram 4 filhos e assim como começou, certo dia acabou após 13 anos de convivência (1970/1983). Eu a amei muito e rogo que ela esteja junto ao Senhor, usufruindo de muita luz e paz.
Ao depois tirou-me da solidão a Rosemary, com quem permaneço em estado de amor e companheirismo há 41 anos, dando-me ela dois filhos, sendo a mão forte e amiga que me sustenta nas turbulências da vida. Sou apaixonado pela minha Rose.
Filhos, Gabriela, Amadeu (Gumeg), Carlos (Chico), Irene, Lucas e Sofia são meus encantos e meus eternos compromissos. Sempre os amei e este amor será perpétuo.
Amigos os tenho desde a tenra infância até os dias que correm. Aprecio cada um por serem amigos. Os cultivo e estou a eles sempre disponível, como sei que para mim estão também.
Futebol é uma paixão. Meu Inter mexe com minha história de vida, pois me traz à lembrança meu querido pai, que há muito nos deixou e me faz lembrar das amorosas rivalidades com a Mãe, que é Gremista fervorosa. Dou graças por tê-la para tantas coisas, pois ela é minha gênese e minha mestra, a quem dedico sagrado e incondicional amor.
Entra ano, sai ano e persevero na minha construção, sempre buscando um mundo melhor.
Acima de tudo sou grato a Deus que me ampara e ilumina ao longo de todo este percurso.
Sou grato à família, aos amigos e tantos que passaram na minha vida, pois que cada um deu sua sólida e afetuosa contribuição, especialmente em momentos difíceis, quando se faz necessária aquela mão amiga e ombro para o aconchego.
Assim se faz o tempo.
Hoje, meia-noite fecham-se cortinas pela septuagésima oitava vez nesta já longa vida e, no automático abrem-se cortinas para mais um ano que desejo seja de continuidade da minha edificação.
A todos que se encaixam nos meus pensamentos e orações, quero-os em paz, felizes e que muitas cortinas se fechem, para que outras se abram em suas vidas, trazendo-lhes esperança, realizações e vida longa.
Ao fim, ninguém esqueça.
Gratidão é virtude.
Perdoar é divino.
*Amadeu Machado
