
A osteoporose é uma das condições silenciosas mais comuns na população adulta e idosa e, justamente por sua progressão discreta, exige atenção constante aos hábitos diários. Apesar do tratamento envolver acompanhamento médico, fortalecimento muscular, alimentação adequada e, em alguns casos, terapias específicas, a prevenção das fraturas (principal risco associado à doença) depende também daquilo que o paciente evita no cotidiano.
Há alguns comportamentos, certos alimentos e algumas posturas que ajudam a ampliar o risco de perda óssea ou favorecer acidentes domésticos, tornando o cuidado diário tão importante quanto o tratamento clínico propriamente dito.
Como sua rotina influencia a osteoporose?
De acordo com o ortopedista, especialista em terapia celular, Dr. Luiz Felipe Carvalho, conhecido como “Dr. Célula Tronco”, algumas pequenas mudanças de rotina podem ajudar muito na gestão da condição.
“O primeiro ponto de atenção é o risco de quedas, pois para quem tem osteoporose, uma queda simples pode causar fraturas de grandes proporções, especialmente em quadril, coluna e punhos. Por isso, é essencial evitar ambientes desorganizados, tapetes escorregadios, iluminação insuficiente e sapatos sem firmeza. Esses detalhes domésticos frequentemente passam despercebidos, mas são responsáveis pela maior parte dos acidentes em casa.”
“Ter mais atenção à mobilidade também pesa bastante, realizar movimentos bruscos, torções inesperadas e o esforço repentino para levantar cargas podem gerar microfraturas ou agravar dores já existentes”.
Exercícios e alimentação — Outro cuidado importante está relacionado aos exercícios físicos feitos de maneira inadequada. A prática regular é fundamental para quem tem osteoporose, mas certos tipos de treino podem gerar impacto excessivo ou movimentos de flexão e torção da coluna que são perigosos para ossos fragilizados.
“Atividades como saltos, corridas intensas ou abdominais tradicionais devem ser substituídas por exercícios supervisionados, que priorizem fortalecimento, equilíbrio e estabilização do tronco. A escolha correta da atividade física melhora a densidade óssea gradualmente e reduz o risco de quedas ao aumentar a força muscular e a coordenação”.
A alimentação também é essencial, consumir excesso de sal, bebidas alcoólicas em demasia e grandes quantidades de cafeína pode interferir na absorção de cálcio ou acelerar sua excreção, afetando diretamente a saúde óssea.
“Outro erro comum é reduzir exageradamente a ingestão calórica em dietas restritivas sem orientação profissional. O corpo depende de nutrientes variados para manter os ossos íntegros, incluindo proteínas, vitaminas e minerais que participam da formação e renovação óssea. Evitar dietas extremas é uma medida de proteção”.
“A osteoporose exige vigilância, mas não precisa limitar a qualidade de vida. Ao evitar comportamentos que aumentam fragilidade e riscos desnecessários, a pessoa com osteoporose ganha mais autonomia para se movimentar com segurança, planejar seu dia e seguir o tratamento”, alerta o Dr. Luiz Felipe Carvalho.

