Maduro é capturado pelos EUA em operação cirúrgica e facilidade inexplicável das defesas venezuelanas alimenta suspeitas de colaboração interna

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado por forças especiais dos Estados Unidos na madrugada de 3 de janeiro em uma operação militar rápida e sem precedentes em Caracas, que terminou com sua transferência para Nova York para enfrentar acusações federais nos Estados Unidos. A ação, descrita por Washington como um ataque planejado para deter práticas de narcoterrorismo e tráfico internacional, desencadeou uma forte reação diplomática global e deixou analistas questionando a aparente ausência de resistência significativa por parte das defesas venezuelanas.

Segundo relatos oficiais, a operação envolveu uma série de incursões e ataques a alvos estratégicos na capital venezuelana, incluindo o complexo militar de Fuerte Tiuna, tradicionalmente um dos locais mais seguros e fortemente defendidos do país. A ofensiva foi conduzida por unidades de elite das forças armadas dos EUA e resultou na captura de Maduro e de sua esposa, que foram imediatamente levados para solo americano, onde enfrentam acusações que incluem narcoterrorismo e conspiração internacional.

O vídeo divulgado pelas autoridades americanas mostra Maduro algemado e sob escolta de agentes federais em uma instalação da Administração de Repressão às Drogas (DEA), evidência visual que o governo dos EUA tem usado para legitimar a operação.

Facilidade incomum das defesas venezuelanas
A rapidez com que a captura foi executada, especialmente em um complexo militar altamente protegido como Fuerte Tiuna — que abriga quartéis, arsenais e sistemas de defesa antiaérea — levantou dúvidas em veículos de comunicação internacionais e entre analistas estratégicos. Normalmente, tal instalação contaria com tanques blindados, baterias antiaéreas e sistemas de mísseis de fabricação russa e chinesa, adquiridos ao longo de anos de cooperação militar, e que poderiam impor custos elevados a uma intervenção estrangeira.

Apesar disso, não há relatos consistentes de uma resposta coordenada das defesas venezuelanas ou de combates prolongados contra os militares americanos, que – conforme relatos — neutralizaram capacidades de defesa aérea e avançaram diretamente até o local onde Maduro estava hospedado. A ausência de resistência relevante tem sido citada nas entrelinhas de diversas coberturas jornalísticas internacionais como um ponto de perplexidade e especulação, ainda que não se disponha de confirmação independente sobre possíveis colaborações internas.

Suspeitas de colaboração e versões concorrentes
No debate público, observadores e colunistas afirmaram que a facilidade da operação poderia refletir a existência de informações ou apoios internos que facilitassem o acesso dos EUA ao presidente venezuelano — inclusive diante da proteção ostensiva que normalmente envolveria figuras de tão alta relevância. Essa interpretação ganhou tração em análises externas justamente porque não houve uma resistência proporcional ao aparato militar teoricamente disponível à volta de Maduro.

Um jornalista chileno, em comentários amplamente compartilhados, sugeriu que a insistência da vice-presidente Delcy Rodríguez por provas de vida teria outra motivação além de preocupações institucionais: a necessidade de confirmar se um suposto acordo para facilitar a captura de Maduro havia sido cumprido, com o objetivo de habilitar o pagamento de uma recompensa de até US$ 50 milhões oferecida pelo governo americano por informações ou colaboração eficaz. Relatos prévios indicam que a administração americana havia colocado uma recompensa significativa ligada à cooperação para a detenção de Maduro.

Embora essa linha de interpretação tenha circulado em análises de mídia e comentários críticos à operação, ela não foi corroborada por evidências verificadas independentemente. No interior do governo venezuelano e entre seus aliados, a versão é categórica: qualquer acusação de conivência ou traição é “leviana e desprovida de provas” e tem o objetivo de desestabilizar ainda mais o país. O regime afirma que Rodríguez e outros líderes chavistas sempre permaneceram leais a Maduro, rejeitando veementemente as alegações de compromisso com Washington.

Reação oficial e desdobramentos
O governo venezuelano considerou a ação americana uma “invasão militar criminosa” e declarou estado de alerta total das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB), prometendo defender a soberania nacional. Autoridades venezuelanas afirmaram desconhecer inicialmente o paradeiro de Maduro após a ofensiva e exigiram que os Estados Unidos apresentassem provas de vida.
No plano internacional, as reações variaram: enquanto algumas nações apoiaram a iniciativa como uma medida necessária contra um regime acusado de narcoterrorismo, outras condenaram a operação como uma violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, alertando para os riscos de precedentes perigosos.

O futuro político na Venezuela
Com Maduro sob custódia em Nova York e a vice-presidente formalmente designada como líder interina em Caracas por ordens judiciais internas, a Venezuela entra em um período de intensa incerteza. A capacidade das forças chavistas de manter coesão interna, a possibilidade de insurgência armada e a posição de atores externos — incluindo os Estados Unidos e países da região — serão fatores determinantes nos próximos capítulos políticos e militares do país. A ausência de uma explicação clara para a facilidade da captura de Maduro adiciona uma camada de controvérsia que continuará a alimentar debates estratégicos e geopolíticos nos próximos meses.

 

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