
A Polícia Federal comunicou ao Supremo Tribunal Federal a existência de uma investigação que apura um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e que, em relatórios preliminares, cita o nome de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com a comunicação enviada ao STF, o nome de Lulinha aparece em depoimentos e documentos reunidos no curso da apuração, que investiga descontos indevidos aplicados em benefícios de aposentados e pensionistas. A Polícia Federal esclarece, no entanto, que a menção ocorre a partir de relatos de terceiros e que não há, até o momento, imputação formal de crime nem indiciamento contra o filho do presidente.
A investigação integra um inquérito que tramita sob supervisão do Supremo em razão de possíveis conexões com autoridades detentoras de foro privilegiado. Segundo a PF, o objetivo da comunicação foi manter a Corte informada sobre o avanço das apurações e sobre os nomes citados no material colhido, sem antecipar conclusões.
Ainda conforme os investigadores, o esquema sob apuração teria causado prejuízos significativos a beneficiários do INSS, por meio de cobranças não autorizadas e uso irregular de dados pessoais. A Polícia Federal segue analisando documentos, movimentações financeiras e vínculos entre os investigados para esclarecer a extensão das irregularidades.
A defesa de Lulinha afirmou, em nota, que ele não possui qualquer relação com o INSS ou com empresas investigadas e classificou a citação de seu nome como “indevida e desprovida de base factual”. O presidente Lula, por sua vez, já declarou publicamente que eventuais apurações envolvendo familiares devem seguir o devido processo legal, sem interferência do Executivo.
O inquérito permanece em andamento e novos desdobramentos dependem da conclusão das diligências e da análise do material reunido pela Polícia Federal.
