O ronco alto, as manobras ousadas e a clássica frase “é só um rolezinho” ganharam um novo adversário em Cuiabá: a caneta do prefeito. A Prefeitura sancionou uma lei que proíbe oficialmente os chamados “rolezinhos de motocicletas” na capital mato-grossense. Resultado? Deu ruim para os meninos do grau.
A medida foi assinada pelo prefeito Abilio Brunini (PL) e já entrou em vigor com multa inicial de R$ 127 para quem for flagrado participando das motociatas irregulares. E atenção: se insistir, o valor dobra na reincidência. Ou seja, além de perder a pose, o bolso também sofre.
O projeto é de autoria do vereador Eduardo Magalhães (Republicanos), aliado do prefeito na Câmara Municipal, e deixa pouco espaço para discussão. Pela nova regra, entram na lista de “eventos proibidos” situações em que motocicletas circulam em grupo causando tumulto, excesso de barulho, além de manobras proibidas e direção perigosa em vias públicas.
Na prática, aquela empinadinha para impressionar os amigos, o escapamento gritando mais que torcida em final de campeonato e o trânsito travado para o “show sobre duas rodas” agora rendem não curtidas, mas autuação.
A Prefeitura argumenta que a intenção é garantir segurança viária e sossego público, reduzindo riscos de acidentes e transtornos para moradores. Já para os fãs do rolezinho, resta mudar o roteiro: menos grau no asfalto, mais juízo na cabeça — ou então preparar o Pix para pagar a multa.
Em Cuiabá, o recado foi direto e sem rodeios: o rolezinho agora é só na memória… ou no bolso.
