Nesta terça-feira (23/6), o Ministério Público de Rondônia (MPRO), em conjunto com as forças de segurança pública, deflagrou a Operação Audácia X, fruto de mais uma ação integrada de combate ao crime organizado no Estado de Rondônia, com atuação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MPRO (Gaeco), da Secretaria de Estado de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), da Polícia Militar (PMRO), da Polícia Civil (PCRO), da Polícia Técnico-Científica (Politec) e da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).
A ação contou com a participação de equipes do Gaeco do MPRO, dos Gaecos do MPAC e do MPMS, da Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado da Sesdec (FTICCO), do Centro de Inteligência da PMRO (CI), da Gerência Especializada em Operações Penais da Polícia Penal (Geop), do Grupo de Ações Penitenciárias Especiais da Sejus (Gape) e da Polícia Técnico-Científica (Politec), além do Centro de Inteligência da Polícia Militar do Estado de São Paulo (CIPM-SP) e da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Mato Grosso do Sul (Sejus-MS), totalizando um efetivo superior a 100 (cem) agentes.
O objetivo principal da operação é cumprir 21 (vinte e um) mandados de busca e apreensão e 20 (vinte) mandados de prisão, nas cidades de Porto Velho/RO, Ji-Paraná/RO, Rio Branco/AC, Campo Grande/MS e São Paulo/SP.
Os mandados foram deferidos pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho/RO, visando instruir Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado no MPRO com o fim de apurar a suposta prática do crime de constituição ou integração de organização criminosa (art. 2º, da Lei nº 15.358/2026 – Lei Antifacção) atuante em Rondônia e outros estados da federação, bem como de eventuais delitos diversos detectados no curso da operação.
A ação também tem por finalidade a recaptura de foragidos da justiça, o cumprimento de mandados de prisão em aberto no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), além de eventuais flagrantes constatados durante as buscas ou durante o patrulhamento que será realizado pelas forças de segurança em toda a região, como, por exemplo, posse ou porte ilegal de arma de fogo e/ou munição, receptação, tráfico de drogas, dentre outros.
O nome atribuído à operação é uma referência ao comportamento de alguns dos investigados, que ostentam abertamente em redes sociais o porte e a posse de armas de fogo, inclusive de uso restrito, grandes quantidades de dinheiro, droga e referências expressas à facção criminosa da qual se dizem integrantes, desprezando claramente as repercussões e riscos decorrentes desse tipo de postagem, desafiando e afrontando as forças de segurança pública, demonstrando certeza da impunidade e manifestando claramente a intenção de dominar as regiões nas quais se instalam.






