
ASSEMBLEIA
LEGISLATIVA
Na corrida pela Assembleia Legislativa, José Moura, do Novo, trabalha uma ideia que combina com a sigla: um nome novo para representar a população.
Novo na proposta de chegar à Assembleia, mas com uma trajetória profissional que merece ser apresentada ao eleitor.
Pastor Moura, como é conhecido, atuou na representação regional do Governo do Estado, mantendo contato com vereadores, presidentes de câmaras e lideranças que buscavam atendimento para seus municípios. Também passou pelo setor bancário, com trabalho no Beron e no Bradesco.
Hoje percorre comunidades de Cacoal e municípios da região, entre eles Espigão do Oeste, Ministro Andreazza, Presidente Médici, Rolim de Moura e Nova Brasilândia, além de localidades da Zona da Mata.
A experiência e os contatos construídos ao longo dos anos são parte do que leva para a campanha. Uma biografia, divulgada nas redes sociais, apresenta melhor esse percurso.
Nas conversas que este escriba tem mantido nas ruas, surgem manifestações favoráveis ao seu nome. São impressões que ajudam a acompanhar a campanha e dar uma ideia de sua aceitação.
Cássio também segue trabalhando pela reeleição. Apoia sua caminhada no mandato, na relação com associações e no atendimento aos municípios. Agora busca convencer o eleitor de que merece continuar na Assembleia.
CÂMARA
FEDERAL
Entre os nomes de Cacoal que disputam uma vaga na Câmara Federal, Gil Cardoso, a Gil do Divino Cardoso, segue visitando municípios, participando de reuniões e buscando apoio.
Considero Gil um bom nome. Sua família tem uma história de trabalho em Cacoal. O senhor Divino acreditou no município, investiu e construiu aqui sua trajetória. Essa ligação com a cidade faz parte da caminhada da candidata.
Cacoal precisa avaliar quem poderá representar suas demandas em Brasília. E cobrar compromisso desde agora, para não descobrir depois da eleição que o candidato atencioso virou uma autoridade distante.
Origem e história familiar contam, mas também é preciso conhecer as propostas e a disposição para prestar contas do mandato. Gil Cardoso, portanto, é um nome excelente, se avaliarmos sua postura e trajetória.
Joliane Fúria é outro nome de Cacoal na disputa. Ela aposta no trabalho desenvolvido como primeira-dama e em sua atuação na administração municipal para conquistar o eleitorado.
A trajetória do esposo, Adailton Fúria, também está presente nessa caminhada. Joliane tem o desafio de apresentar suas próprias propostas e mostrar como pretende atuar na Câmara Federal.
São candidaturas que merecem ser conhecidas e avaliadas. Cacoal tem demandas importantes e precisa de representantes que mantenham os pés ligados à realidade do município.
RONDÔNIA
Em Rondônia, vejo Marcos Rogério numa posição forte na disputa pelo governo. Adailton Fúria e Hildon Chaves também estão no jogo, e um eventual segundo turno promete ser daqueles de arrancar faísca.
O perfil conservador de boa parte do eleitorado rondoniense é um fator favorável a Marcos Rogério. Mas eleição exige presença, articulação e capacidade de ampliar apoios.
Fúria traz a experiência como prefeito de Cacoal. Agora enfrenta um desafio diferente: conquistar a confiança de eleitores de todo o estado. Uma eleição municipal tem sua dinâmica; uma disputa pelo governo tem outra dimensão.
Num segundo turno, os entendimentos entre os grupos poderão pesar bastante. O possível descontentamento do deputado Cirone com Fúria, por exemplo, merece atenção. Na política, um aliado que se afasta pode fazer falta justamente quando a disputa aperta.
Se os partidos de direita e de centro-direita fecharem com Marcos Rogério, o caminho poderá ficar mais difícil para Fúria. A eleição nacional também poderá influenciar essa movimentação, conforme os palanques forem se organizando.
Por enquanto, cada lado faz suas contas. Vamos aguardar o frigir dos ovos, porque acordo anunciado e voto na urna nem sempre caminham juntos.
SENADO
Na disputa pelo Senado, Fernando Máximo é um dos nomes que considero fortes. O trabalho à frente da Secretaria de Saúde, especialmente durante a pandemia, permanece como uma referência de sua trajetória e um dos argumentos de sua campanha.
Bruno Scheid, Silvia Cristina e Mariana Carvalho também buscam espaço nessa disputa.
Dentro do PL, existe a possibilidade de trabalhar o voto em Fernando Máximo e Bruno Scheid para tentar conquistar as duas vagas. É uma estratégia que depende da identificação do eleitor com os candidatos e de uma campanha capaz de explicar por que essa composição seria importante.
Quem acompanha esta coluna sabe que defendo um Congresso com maior presença da direita. A escolha do presidente precisa vir acompanhada de atenção ao Senado e à Câmara dos Deputados. É ali que muitas propostas avançam, são modificadas ou ficam pelo caminho.
O eleitor deve observar como cada candidato se posiciona sobre os assuntos que afetam produtores, trabalhadores e famílias. O compromisso precisa aparecer nas decisões, e não apenas no discurso de campanha.
Isso também não significa que toda pessoa de centro-esquerda seja desequilibrada ou que todo candidato de direita esteja preparado. Existem pessoas sensatas em diferentes campos. Por isso, além da posição política, é preciso olhar a trajetória e a coerência de cada um.
Minha preferência está clara. Mas o voto merece reflexão, porque seus efeitos continuam muito depois de recolhidas as bandeiras da campanha.
A política vai esquentando, e cada grupo começa a fazer suas contas. No cenário nacional, vejo Flávio Bolsonaro com possibilidades de chegar à Presidência da República. A expectativa é que, num eventual segundo turno contra Lula, consiga reunir a direita e a centro-direita em torno de sua candidatura.
Mas essa soma não acontece sozinha. Quem hoje disputa o mesmo eleitorado terá de conversar amanhã. Na política, pedir união costuma ser mais fácil do que renunciar a espaço.
As controvérsias envolvendo o STF alimentam a insatisfação de quem considera que o país está tomando um rumo errado. Estou entre os que enxergam esse cenário com preocupação. Há decisões e posicionamentos que, na minha avaliação, se afastam daquilo que esperamos das instituições.
Esse desgaste poderá favorecer a oposição. Ainda assim, indignação precisa se transformar em voto, organização e participação. Só reclamar não resolve.
O Brasil precisa de uma democracia em que o cidadão possa falar, cobrar e escolher seus representantes com liberdade. E qualquer questionamento sobre o processo eleitoral precisa ter provas e seguir os caminhos legais. A defesa da democracia exige responsabilidade de todos.
Também precisamos de uma população bem-informada, capaz de avaliar propostas e reconhecer quando está sendo tratada apenas como instrumento eleitoral. O velho pão e circo pode até distrair, mas não resolve os problemas de ninguém.
Minha aposta continua sendo uma vitória da direita, com Flávio Bolsonaro. É a leitura que faço neste momento. Até a eleição, porém, ainda haverá muita conversa e muito movimento.


