
Professora aposentada, com larga tradição no universo educacional de Rondônia, Úrsula Depeiza Maloney ocupou diversos cargos públicos, todos na área da educação. Era licenciada em comunicação e expressão pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRS e, em Letras, pela Universidade Federal do Pará, com pós-graduação em metodologia do ensino superior, pela Universidade Federal de Rondônia, além de possuir vários cursos, entre os quais o de orientação escolar e sexual; de formação de professores e supervisores, e de instrutores para a utilização de livros.
A trajetória da professora Úrsula, como era mais conhecida, principalmente por ex-alunos, se confunde com a história da educação porto-velhense e do próprio Estado de Rondônia. Ela fez do ensino um instrumento de vida, construindo uma enorme legião de amigos e admiradores, todos eternamente gratos por tudo que ela realizou por esta terra e, sobretudo, pela educação.
Úrsula era filha de Cleta Francisca e Oscar Maloney, de cujo conúbio nasceram, ainda, Genoveva, Adelaide, Luzia, Nelson e Maria de Nazaré. Ela, mato-grossense e ele, barbadiano, que aqui chegou em 1908, aos dezoito anos, para trabalhar na estrada de Ferro Madeira-Mamoré, como responsável pela execução e operacionalização do serviço hidráulico das bombas e burrinhos, que abasteciam toda a cidade de Porto Velho, por meio das três caixas d’águas, hoje, um símbolo da capital, apelidado de “As Três Marias”.
Professora Úrsula continuará sendo sinônimo de orgulho para todos nós. Ela foi uma servidora pública competente, abnegada e retilínea. Sempre ela mesma, com os pés no chão, olhando e vendo, sentindo e compreendendo.
Por isso mesmo, o exemplo de profissional de confiança e de perseverança no desempenho de sua árdua, mas gratificante missão, do tipo que não deixava apagar dentro de si a chama indômita na crença segundo a qual “um povo culto anda para frente; um povo inculto caminha para o abismo”. Aos seus familiares e amigos as sinceras condolências do colunista.
Por Valdemir Caldas
