Na minha avaliação, o PT sabe que enfrenta novamente um eleitorado de direita mobilizado e uma população, de modo geral, descontente com os rumos que o Brasil de Lula tomou.
Por isso, existe uma parcela expressiva da sociedade que deseja mudanças e que não aceita determinadas pautas e concepções ideológicas defendidas por setores da esquerda, como o controle social dos meios de produção e a ideia de que as crianças devem ser educadas pelo Estado, e não pelos próprios pais.
Obviamente, não estou falando de toda a esquerda. No entanto, a pregação dos setores mais radicais assusta, e com razão. Ninguém deveria renunciar ao direito de criar os próprios filhos e educá-los conforme suas crenças. Depois, quando a criança se tornar adulta, poderá escolher seu próprio caminho. Enquanto estiver sob a responsabilidade dos pais, porém, é a família que tem o direito de transmitir valores e princípios morais.
A disputa de 2026 também é, portanto, uma disputa de ideias.
De um lado está uma visão política ligada à esquerda. Do outro, brasileiros que se identificam com princípios conservadores e que não querem ver o país seguindo caminhos ideológicos que, na nossa compreensão, fracassaram em diferentes lugares do mundo.
Por isso, é necessário cuidado com as narrativas criadas durante uma eleição.
Uma mentira bem construída pode parecer verdade quando é repetida milhares de vezes.
É como uma grande teia: primeiro captura o cidadão mais simples; depois, quando ele percebe, já está envolvido por engodos, versões e informações que não correspondem aos fatos.
Voltando os olhos para Rondônia, vejo Marcos Rogério chegando muito forte nesta reta final da disputa pelo Governo do Estado.
Segundo as pesquisas mais recentes, ele conseguiu abrir uma vantagem de quase 15 pontos à frente de Adailton Fúria e consolidou uma candidatura competitiva entre os eleitores rondonienses.
Vários especialistas em pesquisas eleitorais afirmam que o candidato do PL deve ganhar no primeiro turno, pois a tendência é que votos de outros candidatos que estão muito atrás migrem para o primeiro colocado, no chamado voto útil. Isso acontece quando o eleitor toma consciência de que votar em alguém sem chances pode favorecer outro candidato que, em sua opinião, seria pior para o Estado.
Embora a eleição só termine depois que o último voto é contado, vejo, neste momento, um claro favoritismo do candidato da direita, simplesmente porque Rondônia está entre os três estados onde a direita se apresenta mais forte no Brasil.
Hildon Chaves
O candidato do União Brasil, Hildon Chaves, também está nessa disputa e, na minha avaliação, poderá ter importância na composição política posterior, especialmente diante da relação de seu grupo com Cirone Deiró, que deverá conseguir muitos votos para o ex-prefeito da Capital.
Esta é, com certeza, uma das razões pelas quais Fúria não consegue, em Cacoal, o mesmo percentual expressivo de votos que obteve em sua reeleição para prefeito, quando chegou a quase 90% dos votos. Naquela ocasião, contudo, o então candidato a prefeito foi muito ajudado por Cirone.
Apesar da força de Hildon na Capital e do aporte de votos em Cacoal, todos os institutos de pesquisa em nível nacional o colocam em terceiro lugar, com percentuais que variam entre 9% e 14%. Desse modo, tudo indica que ele terá de apoiar Marcos Rogério ou Fúria em um eventual segundo turno. Contudo, espera-se que a maioria dos eleitores de Hildon caminhe com Marcos Rogério, segundo especialistas.
Desse modo, acredito que esta seja mais uma das razões que favorecem o candidato do PL, que, se não ganhar no primeiro turno, já entrará no segundo turno como favorito absoluto.
A disputa pelo Senado Federal também merece enorme atenção.
Rondônia escolherá dois senadores, e Fernando Máximo e Bruno Bolsonaro Scheid aparecem como dois importantes nomes da direita nesta eleição. Os dois estão no PL.
Existe uma lógica política nessa composição. Quem deseja fortalecer esse campo político naturalmente observará os dois candidatos, porque ambos afirmam que vão representar no Senado princípios semelhantes aos defendidos pelo eleitorado conservador.
Há outros nomes importantes na disputa, entre eles Mariana Carvalho, Sílvia Cristina e Assis Gurgacz.
Todos estão buscando seu espaço.
Na minha avaliação, entretanto, Fernando Máximo e Bruno Scheid chegam muito fortes a esta reta final.
Mariana Carvalho é um nome que também merece atenção na disputa e pode apresentar crescimento. Sílvia Cristina e Assis Gurgacz igualmente estão colocados diante do eleitor, que terá a palavra definitiva. Esses dois últimos, porém, possuem forte vínculo com a centro-esquerda e, por isso mesmo, estão perdendo apoio ao longo da disputa.
A baixa adesão dos rondonienses a quem possui perfil mais ligado à esquerda é uma característica de Rondônia que não pode ser desprezada.
Nosso estado possui um eleitorado fortemente identificado com a direita.
E isso tem razões. Uma delas é a importância do agronegócio para nossa economia. Outra é a segurança pública.
Rondônia é um estado de fronteira com a Bolívia, e essa condição coloca diante de nós, permanentemente, o problema do tráfico de drogas e da criminalidade relacionada às fronteiras.
Para mim, o combate às drogas precisa continuar sendo uma das grandes bandeiras da direita.
Quem defende sua família quer também protegê-la das drogas, da violência e de tudo aquilo que destrói nossos jovens e nossos lares.
É por isso que segurança, família e combate às drogas são temas tão importantes nesta eleição.
Quando chegamos à disputa pela Câmara Federal, Cacoal também tem uma representante da direita, bastante coerente, que é Gil Cardoso, a Gil do Divino, filiada ao PL e ligada ao PL Mulher em Cacoal.
Gil vem construindo sua candidatura com uma proposta muito ligada à família.
E, quando falamos em família, estamos falando também de educação, formação intelectual, formação técnica e oportunidades para nossos filhos.
A preocupação é exatamente preparar nossos jovens para o futuro e oferecer estrutura para que eles cresçam longe dos caminhos ruins.
Essa é uma bandeira importante. Gil Cardoso é formada em Direito, é casada com o policial Amarilson Carvalho e apresenta sua candidatura defendendo princípios morais, familiares e a presença da mulher na política.
Na minha avaliação, é um nome que merece ser conhecido e analisado pelo eleitor de Cacoal e de Rondônia. Cacoal possui ainda outras candidaturas.
Ela é, portanto, um dos nomes da direita de Rondônia e, pelo que se sabe, a única aqui de Cacoal e região situada nesse campo mais à direita. Temos ainda a Dra. Amália, também de Cacoal, que igualmente se identifica com a direita, mas não chega a ser uma militante como Gil. Contudo, não podemos ignorar o fato de que também tem o seu valor, embora apresente um perfil mais moderado.
Mais ao centro, temos Joliane Fúria, esposa do ex-prefeito de Cacoal, também na disputa por uma vaga na Câmara Federal. Ela também é considerada um dos nomes mais fortes, e especialistas afirmam que, assim como Gil, está entre as favoritas, embora represente um espectro político diferente daquele de Gil Cardoso.
Temos ainda Maurição do Povo, do Novo, apresentando suas propostas e procurando mostrar ao eleitor por que considera importante receber sua confiança. Ele também se identifica com a direita, embora o seu partido esteja mais situado na centro-direita do que propriamente na direita.
Portanto, esses são nomes que estão diante da população. Cabe ao eleitor de Cacoal avaliar cada um deles.
Na disputa pela Assembleia Legislativa, quero destacar também José Moura, do Novo, conhecido como Pastor Moura. Assim como Gil, é um homem de direita que promete defender os valores da família cristã na Assembleia Legislativa e trabalhar arduamente junto com Gil Cardoso, levando até ela, em nível nacional, as demandas do Estado.
Pastor Moura foi secretário regional do Governo de Rondônia e, durante sua passagem pela função, atendeu pessoas de toda a Macrorregião II, especialmente ajudando a população dos municípios da região na área da saúde. Agora, como deputado, afirma que poderá fazer muito mais por essa população.
Ao longo do exercício do cargo, teve contato com prefeitos, presidentes de câmaras municipais, associações, comunidades rurais e pessoas que procuravam o Governo em busca de soluções.
Na minha avaliação, realizou um trabalho muito presente, principalmente nas demandas de infraestrutura e no atendimento aos municípios.
Quem procurava a representação regional encontrava Moura disposto a ouvir e buscar soluções. Se eleito, terá condições de cobrar o Governo com mais firmeza, pois terá maior autonomia do que possuía como funcionário público sem mandato eletivo. Sendo eleito pela população, suas cobranças terão mais peso na busca de soluções nas áreas de saúde, segurança pública, educação e outras.
Além de estar no Novo, Moura representa também um nome novo colocado à disposição do eleitorado para a Assembleia Legislativa.
É uma pessoa que considero de boa conduta e que merece ser analisada com atenção pela população de Cacoal.
Também está trabalhando pela reeleição o deputado Cássio Gois, do PSD.
Ele possui apoio político importante e chega à eleição com boas possibilidades de conquistar novamente uma cadeira na Assembleia Legislativa. Especialistas acreditam que ele será reeleito por seu partido.
Outro nome é Noeli Deiró. Naturalmente, ela carrega consigo também o reconhecimento político do trabalho desenvolvido por Cirone Deiró, especialmente junto às associações rurais e aos municípios.
Cirone construiu presença política em diversas regiões e atendeu muitas entidades ao longo de seu mandato. Esse trabalho certamente também estará presente na avaliação daqueles que observam a candidatura de Noeli.
Há ainda Paulo Henrique, do PL; Clebinho Fúria, do Avante; e Edimar Kapiche, do PSD. São vários candidatos disputando o voto dos rondonienses. O eleitor precisa avaliar.
Família, segurança, educação dos filhos, formação profissional, agronegócio, combate às drogas e respeito aos princípios morais são questões importantes para uma grande parcela do povo de Rondônia.
Dentro desse campo político, os nomes que aparecem com maior destaque nesta eleição são: Flávio Bolsonaro, Marcos Rogério, Fernando Máximo, Bruno Scheid, Gil Cardoso, Maurição do Povo, Pastor Moura e Dr. Paulo Henrique.
São candidaturas que, por diferentes razões, dialogam com o eleitor que se identifica com as bandeiras da direita.
No próximo 4 de outubro, teremos a resposta das urnas. Até lá, ainda haverá muito discurso, muita movimentação e certamente muitas histórias circulando pelas redes sociais.
Por isso, meu conselho nesta reta final é simples: avalie os nomes, observe os princípios, compare as trajetórias e vote com consciência.
Depois disso, será a vontade do povo de Rondônia que falará mais alto.
Siderlândio Simões




